Crônicas para a vida

Vivi como um anônimo por conta de um amor não correspondido

Talvez o título seja exagerado, mas eu não sou o tipo de pessoa corajosa então esse título se encaixou no que eu gostaria de expressar. Eu não tenho mania de sempre ter um amor ou ser o amor de alguém. Mas ás vezes ele nos pega. Meu ultimo amor foi bem unilateral e um pouco sofrido. Eu não gostava dele, mas os outros achavam que ele gostava de mim e as atitudes dele não correspondiam a “quero ser apenas seu amigo“; pois é… Logo eu, me iludi. O erro foi meu. Apesar de no fundo querer ter apenas sentimentos de amiga meu coração queria mais. Tive que falar o que sentia… Não muito surpresa por ter ficado na “Friend zone”.

Mas passei a viver querendo me esconder, porque sentia vergonha. Vivia nos corredores do subsolo da universidade, indo ao restaurante universitário em horários que não batessem com os horários que eu poderia encontra-lo ou ver meus colegas de curso. Era vergonhoso, me sentia culpada mesmo não tendo culpa de nada, virei refém da minha falta de bom senso, infantilidade e covardia. Não queria encarar um coração quebrado novamente, eu só queria perder a memória e esquecer aquele sentimento, aquele garoto e todos que algum dia me causaram algum tipo de sofrimento. Isso na minha cabeça que parecia não funcionar bem.

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Vivi como anônima mais de um ano. Para piorar vi não fazia diferença nem uma eu ter me afastado das pessoas, percebi que dava menos trabalho viver daquele jeito, anônimo. Mas a situação não era boa porque meu coração se sentia machucado. A falta de encarar a situação, meus sentimentos e tudo aquilo, me impedia de ser feliz de verdade.

Com o tempo aprendi que encarar a dor e resolvê-la, é um começo para aprender mais sobre si. Encarar não é viver na dor nem se deprimir. É chorar o que precisar, respirar e erguer a cabeça. Perdoar se necessário e esquecer, no sentindo de seguir em frente, e entender que pessoas vão passar pela nossa vida e deixar muita saudade, mas que não eram  estas as que permanecem e liberá-las cada uma, para que novas pessoas possam chegar e entre elas algumas que fiquem para sempre.

Ser um anônimo, viver refém das próprias dores, não encará-las é a pior coisa que você pode fazer consigo, porque você mesmo está se impedindo de crescer e amadurecer, de deixar a felicidade chegar.

A vida tem muito a nos oferecer, sorrisos verdadeiros, momentos inesquecíveis e únicos, mas nós devemos estar dispostos a vivê-la. Temos que aproveitar todos os dias e todos os momentos, construir e ás vezes desconstruir. Aprender mais sobre si, encarar a nós mesmos, nos analizar, aprender a amar nosso jeito e corrigir algumas coisas. Ver o que realmente merece nossas intensidades e excluir aquilo que nos faz mal. Essa é a resenha de hoje!

P.S: kkk eu não ando mais no subsolo e cobrindo o rosto me escondendo. ^^

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4 comentários em “Crônicas para a vida

  1. Meio mal aqui porque ao ler esse texto eu percebi que faço isso atualmente, evito lugares (um lugar em específico, e que tem me dado um trabalhão pra evitar) e pessoas, justamente por causa disso, e de fato não é justo, nem certo viver assim, e é preciso mesmo encarar as pessoas e as situações que acontecem com a gente. Ficar estagnado em coisas passadas é impedir a nós mesmos de viver!

    Curtido por 1 pessoa

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